Eu não gosto de dar concílios
Mas abro-vos uma excepção:
Quem manda sou eu
Queirais ou não.
Bebe menos, Baco
Deixa os nautas em paz. Se quiserem
Chegar à Índia tanto te faz
Que a tua divindade t' abaste.
E tu, Vénus, não te armes em bela, citereia, serena, sereia
ou o que seja, eia!
Se Roma amas bom gosto te bafeja
Porém, to garanto
O mais nefasto dos castigos, sabe-lo bem,
É o da inveja.
Que não me acordeis, sonegando-me lençóis
Em cadeia.
Os lusos não nos merecem austeros.
Que voguem, naufraguem como se não
Existamos.
Ide, eu vos reconcilio.
(Se for preciso)
Paulo José Borges
sexta-feira, 7 de março de 2014
segunda-feira, 3 de março de 2014
De mãos dadas
Foi depois do fim das aulas.
Passaram o portão de ferro da escola
e deram as mãos
para atravessarem a rua.
E, de mãos dadas, formaram
uma corrente
tão poderosa, tão compacta,
que o trânsito teve mesmo de parar
e ficou completamente imobilizado. Não vou ceder
agora à tentação
de afirmar que assisti
à materialização de um milagre,
afinal é coisa
que deve estar sempre a acontecer,
em algum lugar, ao fim
da manhã ou da tarde, logo
depois das aulas,
dois adolescentes dão
as mãos, atravessam a rua, bloqueiam
a circulação rodoviária
de uma cidade.
Mas pensa nisso por um segundo,
pensa na força dessa corrente.
Luís Filipe Parrado
Foi depois do fim das aulas.
Passaram o portão de ferro da escola
e deram as mãos
para atravessarem a rua.
E, de mãos dadas, formaram
uma corrente
tão poderosa, tão compacta,
que o trânsito teve mesmo de parar
e ficou completamente imobilizado. Não vou ceder
agora à tentação
de afirmar que assisti
à materialização de um milagre,
afinal é coisa
que deve estar sempre a acontecer,
em algum lugar, ao fim
da manhã ou da tarde, logo
depois das aulas,
dois adolescentes dão
as mãos, atravessam a rua, bloqueiam
a circulação rodoviária
de uma cidade.
Mas pensa nisso por um segundo,
pensa na força dessa corrente.
Passaram o portão de ferro da escola
e deram as mãos
para atravessarem a rua.
E, de mãos dadas, formaram
uma corrente
tão poderosa, tão compacta,
que o trânsito teve mesmo de parar
e ficou completamente imobilizado. Não vou ceder
agora à tentação
de afirmar que assisti
à materialização de um milagre,
afinal é coisa
que deve estar sempre a acontecer,
em algum lugar, ao fim
da manhã ou da tarde, logo
depois das aulas,
dois adolescentes dão
as mãos, atravessam a rua, bloqueiam
a circulação rodoviária
de uma cidade.
Mas pensa nisso por um segundo,
pensa na força dessa corrente.
Luís Filipe Parrado
sábado, 15 de fevereiro de 2014
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Amo-te
A mote
Am ote
Amot e
Amote muito.
Amuo-te?
Amolo-te?
Amolgo-te?
Adoro-te
Imploro-te
Agoro-te.
Paulo José Borges
A mote
Am ote
Amot e
Amote muito.
Amuo-te?
Amolo-te?
Amolgo-te?
Adoro-te
Imploro-te
Agoro-te.
Paulo José Borges
domingo, 2 de fevereiro de 2014
Poema de uma nota só
Repito amiúde a dor
Que abomina.
Reservo energias inexauríveis
Que estilhaçam.
Revolvo mundos paralelos de enganos
Que me deixam
Numa nota: só.
Paulo José Borges
Que abomina.
Reservo energias inexauríveis
Que estilhaçam.
Revolvo mundos paralelos de enganos
Que me deixam
Numa nota: só.
Paulo José Borges
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
És demasiado novo
"És demasiado novo
Para entenderes certas coisas."
Imberbe nas vias sinuosas
Cândido a subires patamares de elevador -
- és demasiado novo para intuíres que as coisas
Não são (para) saberes.
E que se o souberes
Morres
Sempre demasiado novo.
Paulo José Borges
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