O meu primeiro livro de poemas

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Claraboia

                                                                                  His was an impenetrable darkness              
                                                                                                         Joseph Conrad

Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.

Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.

Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.

E, por tanto
Vogou.

                       Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:


Poema inesperado






Pum!







             Paulo José Borges

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Poema Secreto

[Em estreia mundial - um poema concebido especificamente para o espaço virtual]

                 
                                     Poema Secreto












(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?


Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)


                   Paulo José Borges

terça-feira, 8 de julho de 2014

Poema tímido

Espreitou-me um verso
A ver se estava alguém.

Corado avistou-me:
diz que já não vem.

            Paulo José Borges

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Plural

                                                                           (a Fernando Pessoa)

Eu próprio de mim mesmo
Sei dois que são prisioneiros
De mais quantos se bem recordo
São milhentos.


                                Paulo José Borges

terça-feira, 10 de junho de 2014

Tanto de meu estado me acho incerto

Tanto de meu estado me acho incerto,
Que em vivo ardor tremendo estou de frio;
Sem causa, juntamente choro e rio,
O mundo todo abarco, e nada aperto.

É tudo quanto sinto um desconcerto:
Da alma um fogo me sai, da vista um rio;
Agora espero, agora desconfio;
Agora desvario, agora acerto.

Estando em terra, chego ao céu voando;
Num' hora acho mil anos, e é de jeito
Que em mil anos não posso achar um' hora.

Se me pergunta alguém porque assim ando,
Respondo que não sei; porém suspeito
Que só porque vos vi, minha Senhora.

                                                 Luís Vaz de Camões, in "Sonetos"

quarta-feira, 21 de maio de 2014

Há dias

Há dias tinha uma história muito boa para vos
Contar.

Mas nem tudo lembra.


                          Paulo José Borges