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sábado, 18 de outubro de 2014

Poema do I love you

Gosto das árvores
Porque são
Verdedeiras:
Violentam a gravidade
Sem pejo
Atacam o dióxido sem
Contemplações.

E os namorados que
Excisavam as suas cascas
Optam agora por
Cadeados de solidão.

                               Paulo José Borges

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Pai Natal de Agosto

Chorei muito por segundos

Incrédulo só hoje me apercebi
Aqui defronte o apartamento à venda
Faz-me tão triste brevemente.

Um lar desfeito por crise ou morte
Ou nada disto ou má sorte.
Saíram tão apressadamente que o Pai Natal ficou pendurado de costas na balaustrada da varanda

Choro muito como se fosse o cheiro a barbearia.
Porque já não há Natal em agosto.

           
                                 Paulo José Borges

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Claraboia

                                                                                  His was an impenetrable darkness              
                                                                                                         Joseph Conrad

Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.

Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.

Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.

E, por tanto
Vogou.

                       Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:


Poema inesperado






Pum!







             Paulo José Borges

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Poema Secreto

[Em estreia mundial - um poema concebido especificamente para o espaço virtual]

                 
                                     Poema Secreto












(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?


Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)


                   Paulo José Borges

terça-feira, 8 de julho de 2014

Poema tímido

Espreitou-me um verso
A ver se estava alguém.

Corado avistou-me:
diz que já não vem.

            Paulo José Borges

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Plural

                                                                           (a Fernando Pessoa)

Eu próprio de mim mesmo
Sei dois que são prisioneiros
De mais quantos se bem recordo
São milhentos.


                                Paulo José Borges