António Nobre
era um poeta do século dezanove.
Lá na praia da Boa Nova um dia
As petrolíferas poluíram de
Crude crudelíssimo os
Poemas que lhe brotavam diretamente dos
Pulmões.
O que é a fantasia...
O livro mais triste de Portugal
Foi lançado ao mar qual pipeline abissal.
É só.
Paulo José Borges
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
sábado, 18 de outubro de 2014
Poema do I love you
Gosto das árvores
Porque são
Verdedeiras:
Violentam a gravidade
Sem pejo
Atacam o dióxido sem
Contemplações.
E os namorados que
Excisavam as suas cascas
Optam agora por
Cadeados de solidão.
Paulo José Borges
Porque são
Verdedeiras:
Violentam a gravidade
Sem pejo
Atacam o dióxido sem
Contemplações.
E os namorados que
Excisavam as suas cascas
Optam agora por
Cadeados de solidão.
Paulo José Borges
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Pai Natal de Agosto
Chorei muito por segundos
Incrédulo só hoje me apercebi
Aqui defronte o apartamento à venda
Faz-me tão triste brevemente.
Um lar desfeito por crise ou morte
Ou nada disto ou má sorte.
Saíram tão apressadamente que o Pai Natal ficou pendurado de costas na balaustrada da varanda
Choro muito como se fosse o cheiro a barbearia.
Porque já não há Natal em agosto.
Paulo José Borges
Incrédulo só hoje me apercebi
Aqui defronte o apartamento à venda
Faz-me tão triste brevemente.
Um lar desfeito por crise ou morte
Ou nada disto ou má sorte.
Saíram tão apressadamente que o Pai Natal ficou pendurado de costas na balaustrada da varanda
Choro muito como se fosse o cheiro a barbearia.
Porque já não há Natal em agosto.
Paulo José Borges
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Claraboia
His was an impenetrable darkness
Joseph Conrad
Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.
Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.
Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.
E, por tanto
Vogou.
Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:
Joseph Conrad
Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.
Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.
Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.
E, por tanto
Vogou.
Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Poema Secreto
[Em estreia mundial - um poema concebido especificamente para o espaço virtual]
Poema Secreto
(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?
Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)
Paulo José Borges
Poema Secreto
(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?
Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)
Paulo José Borges
terça-feira, 8 de julho de 2014
Poema tímido
Espreitou-me um verso
A ver se estava alguém.
Corado avistou-me:
diz que já não vem.
Paulo José Borges
A ver se estava alguém.
Corado avistou-me:
diz que já não vem.
Paulo José Borges
Subscrever:
Mensagens (Atom)
