Quando eu era pequenino
A minha mãe sempre me dizia:
Atravessa duas vezes antes de olhar.
Não. Isso era uma canção
De Sérgio Buarque.
Paulo José Borges
sábado, 13 de dezembro de 2014
sexta-feira, 21 de novembro de 2014
Consumption
António Nobre
era um poeta do século dezanove.
Lá na praia da Boa Nova um dia
As petrolíferas poluíram de
Crude crudelíssimo os
Poemas que lhe brotavam diretamente dos
Pulmões.
O que é a fantasia...
O livro mais triste de Portugal
Foi lançado ao mar qual pipeline abissal.
É só.
Paulo José Borges
era um poeta do século dezanove.
Lá na praia da Boa Nova um dia
As petrolíferas poluíram de
Crude crudelíssimo os
Poemas que lhe brotavam diretamente dos
Pulmões.
O que é a fantasia...
O livro mais triste de Portugal
Foi lançado ao mar qual pipeline abissal.
É só.
Paulo José Borges
sábado, 18 de outubro de 2014
Poema do I love you
Gosto das árvores
Porque são
Verdedeiras:
Violentam a gravidade
Sem pejo
Atacam o dióxido sem
Contemplações.
E os namorados que
Excisavam as suas cascas
Optam agora por
Cadeados de solidão.
Paulo José Borges
Porque são
Verdedeiras:
Violentam a gravidade
Sem pejo
Atacam o dióxido sem
Contemplações.
E os namorados que
Excisavam as suas cascas
Optam agora por
Cadeados de solidão.
Paulo José Borges
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Pai Natal de Agosto
Chorei muito por segundos
Incrédulo só hoje me apercebi
Aqui defronte o apartamento à venda
Faz-me tão triste brevemente.
Um lar desfeito por crise ou morte
Ou nada disto ou má sorte.
Saíram tão apressadamente que o Pai Natal ficou pendurado de costas na balaustrada da varanda
Choro muito como se fosse o cheiro a barbearia.
Porque já não há Natal em agosto.
Paulo José Borges
Incrédulo só hoje me apercebi
Aqui defronte o apartamento à venda
Faz-me tão triste brevemente.
Um lar desfeito por crise ou morte
Ou nada disto ou má sorte.
Saíram tão apressadamente que o Pai Natal ficou pendurado de costas na balaustrada da varanda
Choro muito como se fosse o cheiro a barbearia.
Porque já não há Natal em agosto.
Paulo José Borges
quarta-feira, 27 de agosto de 2014
Claraboia
His was an impenetrable darkness
Joseph Conrad
Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.
Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.
Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.
E, por tanto
Vogou.
Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:
Joseph Conrad
Saiu para a noite como se
fosse a única.
Mal sabia ele que o negrume
é um mar insondável.
Subiu na vaga,
Imergiu nos espetros submarinos
Que são todas as incógnitas em cada
Aresta de vento.
Húmido de segredo cerrou os olhos
Com toda a força
E mil sóis brilharam ao largo do lamento.
E, por tanto
Vogou.
Paulo José Borges, prompted by Rui Cavaleiro:
segunda-feira, 25 de agosto de 2014
Poema Secreto
[Em estreia mundial - um poema concebido especificamente para o espaço virtual]
Poema Secreto
(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?
Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)
Paulo José Borges
Poema Secreto
(Agora aproxima uma chama do ecrã, pois o poema foi escrito com sumo de limão.
Relê-o.
Entendeste-o agora?
Resposta errada. Não é essa a função da poesia.
Tenta outra vez.)
Paulo José Borges
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