O meu primeiro livro de poemas

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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Primeiro poema do tempo comum

Aqui não há nada para ver.

Queres revelações? Desvendar de segredos?
Nada.

É dia após dia 
E abriga-te de pensar.

O caminho é um beco sem sentido
E o comum é desconfiar.

Siga. Andor. É circular.


                                         Paulo José Borges

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

Poema dos intervalos de infelicidade














                                                   Paulo José Borges

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

The clock is ticking.

O tempo passa célere, rápido, voraz, ligeiro.
O tempo quer chegar primeiro.

O tempo é o criminoso letal que trazes contigo.

Cada milénio, cada século, cada ano, cada mês, cada hora, cada minuto 
O tempo tudo arrasa
Infracções de segundo.

                     Paulo José Borges

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Poema dulcíssimo

O teu amor está cada vez
Mais enjoativo. Diabético.
Disse-mela.

                  Paulo José Borges

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Endereço Insuficiente

A bicicleta a secar esvoaçante e a roupa à janela
Estacionada.

E de lá do alto nas águas-furtadas bem te espiei eu tantas vezes
Em sonhos enrolados de febres e torpores cronologicamente regulados
Pelas tuas saias cheias de personalidade
Negligenciando os joelhos reluzentes.

Cresceste traiçoeira como o são todas
As idades.

A bicicleta a secar a roupa estacionada
E cá do fundo do peito busco tudo o que foi
E nada nada.


                                    Paulo José Borges

prompted by Rui Cavaleiro



sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Catch 1969

Os meus pais quiseram-
-me tanto, tanto, tanto
                tanto
                        tanto
                                tanto
tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto
                   tanto mesmo
tanto
tanto
TANTO

que nem que eu vivesse cem vidas lhes poderia alguma vez pagar.


                                    Paulo José Borges


Tabuleiro já inclinado

Que isto tudo é um grande jogo
De xadrez, já o sabemos, Ricardo.
E que as luas altas vivem, também, só para escarnecer
De nós.

De Lídia nem falo, pois éreis apenas crianças.

Nada do que faça é mais alto do que
Uma colina de rebanhos mal apascentados.

Nada importa.
Vou morrer inócuo, iníquo, infame como uma criada miserável.
Como implosão da bomba nuclear que foi o meu nascimento.

                              Paulo José Borges