Nada o muy poco sé de mis mayores
portugueses, los Borges: vaga gente
que prosigue en mi carne, oscuramente,
sus hábitos, rigores y temores.
Tenues como si nunca hubieran sido
y ajenos a los trámites del arte,
indescifrablemente forman parte
del tiempo, de la tierra y del olvido.
Mejor así. Cumplida la faena,
son Portugal, son la famosa gente
que forzó las murallas del Oriente
y se dio al mar y al otro mar de arena.
Son el rey que en el místico desierto
se perdió y el que jura que no ha muerto.
Jorge Luís Borges
terça-feira, 15 de março de 2016
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016
Primeiro poema do tempo comum
Aqui não há nada para ver.
Queres revelações? Desvendar de segredos?
Nada.
É dia após dia
E abriga-te de pensar.
O caminho é um beco sem sentido
E o comum é desconfiar.
Siga. Andor. É circular.
Paulo José Borges
Queres revelações? Desvendar de segredos?
Nada.
É dia após dia
E abriga-te de pensar.
O caminho é um beco sem sentido
E o comum é desconfiar.
Siga. Andor. É circular.
Paulo José Borges
sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
The clock is ticking.
O tempo passa célere, rápido, voraz, ligeiro.
O tempo quer chegar primeiro.
O tempo é o criminoso letal que trazes contigo.
Cada milénio, cada século, cada ano, cada mês, cada hora, cada minuto
O tempo quer chegar primeiro.
O tempo é o criminoso letal que trazes contigo.
Cada milénio, cada século, cada ano, cada mês, cada hora, cada minuto
O tempo tudo arrasa
Infracções de segundo.
Infracções de segundo.
Paulo José Borges
terça-feira, 12 de janeiro de 2016
terça-feira, 22 de dezembro de 2015
Endereço Insuficiente
A bicicleta a secar esvoaçante e a roupa à janela
Estacionada.
E de lá do alto nas águas-furtadas bem te espiei eu tantas vezes
Em sonhos enrolados de febres e torpores cronologicamente regulados
Pelas tuas saias cheias de personalidade
Negligenciando os joelhos reluzentes.
Cresceste traiçoeira como o são todas
As idades.
A bicicleta a secar a roupa estacionada
E cá do fundo do peito busco tudo o que foi
E nada nada.
Paulo José Borges
Estacionada.
E de lá do alto nas águas-furtadas bem te espiei eu tantas vezes
Em sonhos enrolados de febres e torpores cronologicamente regulados
Pelas tuas saias cheias de personalidade
Negligenciando os joelhos reluzentes.
Cresceste traiçoeira como o são todas
As idades.
A bicicleta a secar a roupa estacionada
E cá do fundo do peito busco tudo o que foi
E nada nada.
Paulo José Borges
prompted by Rui Cavaleiro
sexta-feira, 13 de novembro de 2015
Catch 1969
Os meus pais quiseram-
-me tanto, tanto, tanto
tanto
tanto
tanto
tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto
tanto mesmo
tanto
tanto
TANTO
que nem que eu vivesse cem vidas lhes poderia alguma vez pagar.
Paulo José Borges
-me tanto, tanto, tanto
tanto
tanto
tanto
tanto, tanto, tanto, tanto, tanto, tanto
tanto mesmo
tanto
tanto
TANTO
que nem que eu vivesse cem vidas lhes poderia alguma vez pagar.
Paulo José Borges
Subscrever:
Mensagens (Atom)
