O meu primeiro livro de poemas

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quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Poema fotovoltaico

Vivi na rua do Sol Poente
Mas o apartamento dava para a rua Sol Nascente
A sério.

Agora avariou-se-me o termostato
Ora o sol é incandescente
Ora morde algidamente
A sério.


                                                  Paulo José Borges

domingo, 8 de janeiro de 2017

Poema da luz

«...já reparaste como as pessoas olham para nós? É porque temos uma luz.»
A Terceira Rosa, Manuel Alegre.



Por muito que me custe admitir, confessar?, já te vejo ao longe,
Beijo-te muito ao longe.
Já me impeli a partir e os passos não me tropeçam tanto.
Já te vejo, acredita, já te vejo pequenina, recém-crescida,
A sorrires com os teus melhores abraços.

Subo mais alto, uso a palma da mão para que a luz não me cegue, e estou
Cada vez mais certo: vens em missão, salvar-me com vento, despentear-me todo
E fazeres-te toda unguento.

Os meus olhos não me mentem, até porque agora os mantenho fechados,
Como noiva a duvidar até ao último momento,
E os meus átomos já se alinham todos cavalheiros,
Segurando a porta que trouxeste contigo.


                                                              Paulo José Borges

                desenho de Rui Cavaleiro
ouça aqui

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Parece um poema de Natal

[Disclaimer: texto com 28 anos de idade. Não aceitamos devoluções.]



                                           Paulo José Borges

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Poema quase bélico

Armas elmos capacetes cascos
Viseiras armas
Cotas de malha armaduras
Armas até aos dentes
Lanças fossos cadafalsos ameias
Armas teias
Armas tramas
Para que invicto não te mostres nu.



                                            Paulo José Borges

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Poema ébrio

Ia agora deliciar-vos com um poema cheio de amor
E de esperança, uma espécie de presente de Natal antecipado.
Mas bebi demais, tenho a cabeça a andar à roda.
Absinto muito.


                                           Paulo José Borges