No 35 um Volvo laranja Há muitos anos uma senhora Sentou-se com um saco abraçado ao colo No último banco na cozinha. De repente o autocarro travou A senhora caiu de joelhos Entre a fileira de bancos. E de dentro do saco Rolaram uma dúzia de laranjas Pelo chão fora.
O seu desamparo marcou-me muito A sua estupefação e silêncio também. Só hoje entendo porquê.