sábado, 9 de dezembro de 2017

Segundo poema do que podia ter sido

No auge de toda a turbulência, no monte, 
Catherine dizia I am Heathcliff
Nunca se disse melhor do que isto.

E é como se na verdade eu tivesse abandonado o meu corpo, 
to legasse, e me mudasse sem armas nem bagagens para 
dentro do teu e me aconchegasses nele num cantinho esconso 
junto à lareira, ou debaixo de uns ternos cobertores de inverno, estando frio. 

Mudei-me para dentro de ti. 
E não me digas que não estás em casa.


                                   Paulo José Borges

2 comentários:

  1. ... and then she realize... they share the same soul.
    Posso atrever-me a resumi-lo? - não sei amar fora de ti.
    Adoro quando nos remete para as suas leituras. Somos tanto o que lemos que me arrisco a dizer que somos mais o que lemos do que tudo o que possamos escrever.
    Nem vou dizer que é impossível fazer melhor. Surpreende-me sempre.
    Parabéns Paulo

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    1. estes dois textos já têm uns aninhos. do tempo em que estava imerso em poesia ainda sem ter pegado na esferográfica.

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