um dia chamei-te esperança
cego como estava.
um dia chamei-te mudança
como se tu fosses escada.
chamei-te luz por ser
mais curta a grafia.
chamei-te amanhã só
para dobrar mais um dia.
um dia chamei-te minha
ignorando que se o foras
só o serias mesmo ao fundo da
linha.
se te evoco, invoco,
recebo de volta apenas eco oco:
fundo fosso de lassidão.
um dia chamei-te esperança
cego como estava.
cego como estava.
Paulo José Borges
Sem comentários:
Enviar um comentário