vou escrever-te hoje,
hoje terça-feira de carnaval,
hoje quarta-feira de cinzas, hoje sexta-feira santa,
hoje domingo de páscoa, véspera de natal,
hoje dia de entradas, ano novo a começar.
hoje que fazes anos no meu dia de aniversário.
hoje de rastos, hoje medianamente em paz,
hoje nunca eufórico.
vou escrever-te hoje no meio das insónias,
hoje que me causas insónias.
hoje aqui ao meu lado
na cama que desfaço todas as noites
em guerra com o passado.
hoje diante das tuas lágrimas
diante do teu sorriso e corpo inteiro
encandeante, incandescente, iluminado.
hoje sempre.
escrever-te sempre
por me teres cegado.
© Paulo José Borges
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