as chuvas frontais não enganam - chocam de frente.
as convectivas gostam é do verão.
as orográficas não deixam de ter relevo.
mas as gotas ainda chovem como Deus as dava?
aparentemente não se precipitam como água a cair de uma fonte:
as da chuva são esféricas e quando engrossam
ficam com olheiras como se estivessem com vontade de chorar.
também sabem juntar-se por coalescência.
e seria tentador imaginá-las a borbulhar em Braga,
(o vaso noturno de Portugal), para depois se evolarem,
rebites de braço dado, caindo a metro quadrado no
tabuleiro superior da Luiz primeiro e depois seguir
como quem ria em Aveiro. Ao chegar a Vila Franca
queria vê-las desabar em frente unida depois de tanta ameaça incumprida
no teu alpendre inesperado.
fosse então a terra despida libertando o petricor.
até que depois os lençóis de água cobrissem a invenção do amor.
mas as gotas ainda chovem como Deus as dava?
aparentemente não se precipitam como água a cair de uma fonte:
as da chuva são esféricas e quando engrossam
ficam com olheiras como se estivessem com vontade de chorar.
também sabem juntar-se por coalescência.
e seria tentador imaginá-las a borbulhar em Braga,
(o vaso noturno de Portugal), para depois se evolarem,
rebites de braço dado, caindo a metro quadrado no
tabuleiro superior da Luiz primeiro e depois seguir
como quem ria em Aveiro. Ao chegar a Vila Franca
queria vê-las desabar em frente unida depois de tanta ameaça incumprida
no teu alpendre inesperado.
fosse então a terra despida libertando o petricor.
até que depois os lençóis de água cobrissem a invenção do amor.
© Paulo José Borges
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