segunda-feira, 1 de maio de 2017

Poema de ângulo inverso

Volta e meia recordo o início de um romance
em que um condutor viaja por uma estrada sinuosa.
À saída de uma curva encontra um homem desprecavido.
O homem do carro tinha tempo para travar ou para se desviar mas decidiu prosseguir.

Sinto que este acontecimento é uma espécie de metáfora da minha vida.
Só não consigo descodificá-la.
Sou quem conduz? Sou o veículo? Sou a vítima?
Sou a estrada?

Às tantas isto é tudo um grande oxímoro.


                                       Paulo José Borges

4 comentários:

  1. Complicado...com muitas curvas, bonito!

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  2. O que faz com as palavras é sempre surpreendente poeta. Poetas são o maior e mais estonteante oxímoro Existem se não o forem? O que faz ainda neste blogue?

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    Respostas
    1. Não sei responder às suas duas questões.
      Não tenho estado atento nas aulas.

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